Oh, Susanna! O velho oeste das mulheres

As mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que conquistaram um lugar na história

As mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que conquistaram um lugar na história

12.07.2019
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Post original em: 07.09.2018
Oeste longínquo, far, far away. O que aconteceu no faroeste norte-americano de 1865 a 1900 entrou para a história do mundo todo, através da exploração dos mitos, lendas e aventuras de seus pioneiros, ou seja, daqueles que desbravaram a América em seus anos mais duros. Seus personagens povoaram histórias contadas em livros, músicas, filmes e, finalmente, comics: cowboys, índios, mineiros, fazendeiros e até algumas damas fortes, aquelas pioneiras, de boa ou má reputação.
Oh, Susanna! É delas que vamos falar neste artigo. Vivendo num mundo dominado por machões de pistola na cintura e chapéu na cabeça, as mulheres no Velho Oeste não tinham direitos, mas ainda assim houveram muitas heroínas e batalhadoras que mereceram um lugar numa história contada por homens.
Foi no ano de 1885 que Annie Oakley se uniu ao Wild West Show de Buffalo Bill e se tornou a primeira estrela feminina da América. Outras mulheres surgiram e deixaram sua marca na história dos pioneiros dos EUA.
E é em homenagem a elas que escritores, cineastas e astros criaram algumas personagens inesquecíveis nos anos posteriores como: Abigail Scott Duniway, Annie Oakley, Belle Starr, Big Nose Kate, Calamity Jane, Carry Amelia Moore Nation, Cattle Kate, Helen Hunt Jackson, Laura Ingalls Wilder, Mary Jane, Poker Alice, Willa Cather e muitas outras cowgirls....
No mundo das histórias em quadrinhos uma das primeiras heroínas que reflete bem a índole das mulheres mais bravias daqueles tempos está Firehair. Os personagens foram criados por um escritor com o pseudônimo de John Starr, e pelo artista Lee Elias. A maior parte da arte foi feita por Elias, Bob Lubbers e Robert Webb.
Firehair apareceu pela primeira vez em Rangers Comics 21 (Fiction-House), em fevereiro de 1945.
Viajando com seu pai, que é morto no Texas por foras-da-lei disfarçados de índios, ela é deixada para morrer, e acaba sendo encontrada por um membro da verdadeira tribo indígena. Eles cuidam dela, mas descobrem que ela perdeu a memória. Criada pela tribo, ela domina muitas de suas habilidades nativas e logo se torna melhor do que qualquer um, é muito forte e atlética e muitas vezes bate em adversários masculinos. Também se torna uma cavaleira talentosa e rapidamente domou um garanhão selvagem, que ela chamou de "Olho do Diabo".
Firehair finalmente recupera sua memória, e descobre que seu nome real é Lynn Cabot e viaja de volta para Boston para reivindicar sua herança, mas não demora a descobrir que prefere a vida no oeste selvagem e retorna para continuar lutando contra foras da lei.
Aqui no Brasil ela foi revivida como Cabelos de Fogo, Jane Ruiva, Jane West (pelos traços do mestre do desenho Gedeone Malagola) e posteriormente Katy Apache, estrela dos gibis da Grafipar nos anos 80.

Por: Paulo Franco Rosa (Jornalista, roteirista e editor de publicações especializadas)
REFERÊNCIA(S):
Grand Comics Database (https://www.comics.org/series/18222/)

FIREHAIR

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REF.: FIREHAIR COMICS. New York: Fiction House, 1948 - 1952.

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